Pin It

José Efromovich, dono da Avianca Brasil, e os executivos Jorge Vianna e Frederico Pedreira serão investigados por apropriação indébita das taxas de embarque cobrada dos passageiros no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador (SSA).

O inquérito policial foi aberto pelo Ministério Público de São Paulo, com o intuito de apurar a inadimplência da empresa com a concessória Vinci Aiport. Desde de julho do ano passado a companhia aérea não repassa as taxas de embarque cobradas dos passageiros, segundo o portal de notícias R7.

A concessória destaca que os pagamentos atrasados estão próximos de R$10 milhões como consta no documento assinado pelo advogado Leonardo Avelar, do escritório Cascione Pulino Boulos.

A reunião na qual o plano de recuperação judicial seria votado teve de ser adiado para a próxima sexta-feira (5/04), por falta de quórum da companhia que realizaria a assembleia de credores ontem (30/03).

Além da apropriação indébita das taxas de embarque, a Avianca não está pagando outras tarifas, como a de pouso, conexões e permanência em pátio. Essas taxas somam mais R$ 2,3 milhões em atraso, de acordo com a queixa da Vinci Airport.

Credores

A Avianca está com uma lista de credores que temem por não receber, devido ao fato da companhia gastar os recursos que recebeu da Azul como adiantamento de uma possível venda de ativos, conforme o tempo for passando.

A Azul pagou R$50 milhões para a Avianca, de um total R$ 412 milhões oferecidos por uma UPI (Unidade Produtiva Isolada), porém tem uma dívida de 2 bilhões com a gestora americana Elliot e esse valor é quatro vezes maior ao que a Azul pagará pela UPI.

Os credores menores, Swissport e UBS, sentem receio de acabar não recebendo os valores devidos, pois eles seriam pagos apenas após o Elliott.