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Eduardo Lopes*

Desde os anos 70, a atividade econômica do agronegócio ganhou um precioso aliado: o turismo rural, que é considerado como uma estratégia com excelentes perspectivas de futuro, uma vez que contribui para o enfrentamento do êxodo rural, com fixação da população no campo, além da geração de emprego e, sem dúvida, do aumento do desenvolvimento socioeconômico diretamente nas comunidades.

Nascido na Europa em meados da década de 50, o turismo rural – enquanto segmento organizado – chegou ao Brasil em 1986, na região de Lages, Santa Catarina. De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), hoje, a visitação aos espaços rurais é uma das atividades que mais crescem no mundo.

Temos como meta, para esses quarto anos do governo Wilson Witzel, aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor do agronegócio. E, quando falamos em agronegócio, não podemos esquecer e associá-lo ao turismo no espaço rural, segmento que, ainda segundo a OMT, cresce 6% ao ano.

A característica básica desta ação é agregar valor à propriedade rural e aos produtos e culturas existentes em uma determinada região, aliados às habilidades e vocações do produtor rural e de sua família, uma vez que a característica de nossa agricultura é de base familiar.

De acordo com uma pesquisa do Sebrae/RJ, é predominante a participação familiar na atividade rural em praticamente todos os roteiros já formatados para o turismo rural (90%). Entre os entrevistados, 70% afirmaram que o turismo rural era uma atividade secundária dentro do empreendimento. A maioria é de produtores rurais e não tinham conhecimento do potencial turístico de seu empreendimento.

O turismo rural propicia ainda a valorização do ambiente onde acontece, pois também tem a característica de destacar a cultura e o meio ambiente de uma região, colaborando para a conservação e a manutenção do patrimônio histórico, cultural e natural.

Não falamos dos benefícios sociais: o agroturismo contribui para o aumento da renda da população local, pois a injeção financeira é direta, e com isso propicia o aumento da expectativa dos jovens em relação à sua permanência no trabalho do campo, com funções bem diversificadas.

Não podemos pensar o desenvolvimento da agricultura sem pensar também neste fenômeno, que é o turismo rural, uma realidade no mundo.

É nesta lacuna que também estamos trabalhando. Em parceria com as secretarias de agricultura e também de turismo dos municípios, com suporte da Emater, vamos fomentar o crescimento desta oportunidade de aumento da renda para os agricultores do estado do Rio de Janeiro. Nosso potencial é enorme, e não vamos perder esta oportunidade de trabalhar para melhorar a qualidade de vida do nosso povo e do crescimento econômico do nosso estado.

*Eduardo Lopes é Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro.