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O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, que acompanha o presidente da República, Jair Bolsonaro, em Riad, na Arábia Saudita, se reuniu nesta terça-feira (29) com o ministro do Turismo e Mídia do país, Abdulaziz Almulhem. A cidade foi o último destino da agenda de compromissos da comitiva do governo brasileiro no continente asiático.

Após conceder isenção de vistos para turistas do Catar, o próximo passo do Brasil, de acordo com os representantes que estão em missão no Oriente Médio, deve ser instituir acordo com a Arábia Saudita para diminuir os custos dos vistos de turismo e negócios. A intenção de um eventual acordo é ampliar o fluxo de turistas e de empresários ente os dois países, não só pela diminuição das taxas, mas pela possibilidade de que os vistos durem até cinco anos e permitam múltiplas entradas. Hoje, brasileiros só têm a possibilidade de tirar vistos de viagens de negócio para viajar para a Arábia Saudita.

A abertura para o turismo ocidental faz parte de processo de instituído pelo príncipe saudita, Mohammed bin Salman, que anunciou oficialmente a medida, válida para 49 países, no último dia 27 de setembro. Anteriormente, a Arábia Saudita só concedia permissão para que muçulmanos estrangeiros pudessem visitar a cidade sagrada de Meca.

“Apesar de a Arábia Saudita ter começado a emitir, pela primeira vez, vistos para turistas somente em setembro deste ano, o ministro confessou que está entusiasmado com a nova visão do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman”, afirmou o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.

De acordo com ele, com a abertura dos vistos para países como os Emirados Árabes e o Catar, “começamos as tratativas de voos diretos entre o Brasil e a Arábia Saudita por meio da companhia aérea Saudi Arabian Airlines”, informou Gilson. Além disso, o representante da Embratur conversou sobre a possibilidade de conexão entre Arábia Saudita e Brasil, por meio de voos via Dubai ou Abu Dhabi, haja vista o acordo que o Brasil tem de isenção de visto com os Emirados Árabes. “Em breve, teremos mais voos e conexão do Brasil para o Oriente Médio”, finalizou o presidente Gilson Machado Neto.