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O avanço global da epidemia de coronavírus, deve trazer para as companhias aéreas perdas de cerca de US$ 252 bilhões em receitas em 2020. A projeção foi feita pela IATA, a associação do setor, e divulgada nesta terça-feira (24). Se confirmada, será uma queda de 44% sobre o faturamento do setor no ano passado.

“Esta é a crise mais profunda que já vimos na nossa indústria”, disse Alexandre de Juniac, presidente da IATA, em videoconferência a jornalistas.

Na primeira semana de março, a IATA previa perdas de US$ 113 bilhões causadas pelo coronavírus, o equivalente a 19% das receitas globais do setor. A revisão dos números foi necessária por causa dos sucessivos fechamentos de fronteiras promovidos por governos na tentativa de frear o avanço do vírus. Nas estimativas da IATA, 98% dos países mantêm algum tipo de restrição sanitária para voos de passageiros, afetando seriamente a viabilidade comercial dessas rotas.

As estimativas de oferta de assentos em voos comerciais no segundo trimestre de 2020 dão a dimensão do estrago causado pelo coronavírus no setor. Nas contas da IATA, a queda deve ser de 65% em relação ao mesmo período do ano passado. Na América Latina, o tombo será ainda maior: 80%. Para a região, a associação setorial prevê perdas de US$ 15 bilhões neste ano por causa da epidemia.

Para Brian Pearce, economista-chefe da IATA, a recuperação do setor deve demorar "pelo menos seis meses". O motivo: ao fim das restrições sanitárias, o setor deverá lidar com os efeitos negativos da recessão global causada pela quarentena adotada por diversos países para conter o coronavírus.
Com informações do Jornal O Globo