Por: Matheus Rocha

Começa na terça-feira (26), a partir das 16h, a apuração dos desfiles das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Serão julgados nove quesitos: bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira. O corpo de julgadores é formado por 45 membros, sendo cinco para cada quesito.

Os jurados podem atribuir às escolas uma nota de 9 a 10, com variação de um décimo. A maior e a menor nota serão excluídas.

Na terça, haverá um sorteio para definir a ordem de leitura dos quesitos. O último a ser sorteado será o primeiro a ser usado para o desempate entre duas ou mais escolas. Se o empate persistir, será usado como critério o penúltimo quesito e assim sucessivamente.

As escolas punidas por descumprimento das regras do regulamento serão conhecidas na própria terça, após a abertura dos envelopes. Podem perder pontos aquelas agremiações que não respeitaram o tempo do desfile, que deve ter duração máxima de 70 minutos.

A Paraíso do Tuiuti, por exemplo, deve ser penalizada. Primeira escola a entrar na avenida no sábado (23), ela terminou o desfile dois minutos atrasada e será penalizada em dois décimos.

Após dois anos suspenso em razão da pandemia, o desfile das escolas de samba do grupo especial começou na sexta-feira (23) e foi marcado pela emoção do público, pela celebração da cultura negra e por uma homenagem ao ator Paulo Gustavo, morto em 2021 por complicações da Covid-19.

Já na segunda noite, chamou a atenção desfiles em homenagem a orixás e cientistas e a uma África futurista, além de uma homenagem ao cantor e compositor Martinho da Vila.

Perto do fim do desfile, uma mulher sentiu-se mal e, ao ser retirada por um bombeiro, o carro em que estava chegou a prensá-la contra uma grade.

Ela foi socorrida e atendida no posto médico da Sapucaí, com suspeita de fratura em uma das pernas. Levada ao Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, ela teve alta após a fratura ter sido descartada.

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