O momento econômico e político no país ainda gera muitas dúvidas e divide opiniões quanto ao futuro próximo do mercado imobiliário. Durante o painel "O que nos aguarda em 2019?" do ADIT Invest – Seminário de Investimentos Imobiliários e Turísticos do Brasil, os especialistas convidados mostraram posições diferentes, mas todos foram cautelosos sobre previsões de longo prazo.

Moderado pelo conselheiro da ADIT Brasil, Sérgio Villas Bôas, o painel mostrou que as principais preocupações residem nos resultados da eleição presidencial de outubro. Para Daniel Cunha, diretor da área Imobiliária do Credit Suisse, num momento como esse há dois cenários possíveis: o governo faz as reformas necessárias na economia do país ou não.

Já Fernando Crestana, diretor executivo de Fundos de Renda Imobiliária (REITs) do BTG Pactual, acredita que os candidatos devem promover parcialmente alguma reforma, pois há questões de governabilidade e também de agenda do governo com dificuldades de implementação nos próximos quatro anos. Segundo o executivo, para 2019 existe espaço para retomada de fundos imobiliários, considerando um cenário razoavelmente controlado – hoje a principal fonte de capitação é para pessoal física no mercado interno e há cerca de 170 mil investidores no mercado imobiliário brasileiro.

Essas turbulências, na opinião de José Paim, CEO da MaxCap, ajudam a definir que tipo de sociedade nós seremos, a exemplo da reforma da previdência. Luiz Claudio, presidente da Capitalys, faz críticas ao que chama de dominação do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

No Painel "Como está o apetite dos investidores? E o que estão evitando?", José Manoel Alvarez Lopes, sócio sênior da Mauá Capital, lembrou que nos próximos 45 dias a quantidade de transações entre mercado imobiliário e financeiro vai reduzir bastante. Lopes vê mudanças para o período imediatamente pós-eleição. O ADIT Invest ocorreu entre os dias 23 e 24 de agosto na sede da Amcham em São Paulo.