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Setembro começou em luto no Rio de Janeiro. Na noite do dia 2 (domingo), um incêndio – ainda sem causa descoberta – queimou praticamente todo o acervo histórico do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista. O palácio, que comemorou em junho deste ano 200 anos de fundação, foi construído por Dom João VI e serviu de morada da Família Imperial brasileira.

Quarteis do corpo de bombeiros do Rio foram acionados, mas somente às 2h da madrugada de domingo para segunda (3) que as chamas foram parcialmente controladas. O museu, que servia também de espaço para cursos de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tinha mais de 20 milhões de peças das mais variadas vertentes acadêmicas, como História, Antropologia, Arqueologia, Sociologia, Biologia, Zootecnia. No acervo, estavam os fragmentos do suposto primeiro ser humano brasileiro, presentes ganhos da realeza, múmias, artefatos egípcios, coleções de vertebrados e invertebrados, além de trabalhos científicos.

O Ministério da Educação afirmou que irá repassar 10 milhões para a UFRJ, a fim de ajudar a recuperar o que ainda puder restaurar. A fachada do prédio foi, em grande parte, preservada, mas seu interior foi praticamente destruído, com 90% das obras perdidas.

O Museu Nacional era um símbolo para a cultura do Brasil, não apenas por ter sido o primeiro do país, mas por juntar no mesmo espaço materiais e fontes de várias áreas do conhecimento, além de ser aberto para a visitação pública.