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Um cobot, robô colaborativo fabricado pela Universal Robots (UR), estará no bar La Birra Brew Pub nos dias 02, 03 e 04 deste mês, na cidade de Gramado (RS), para interagir e servir as bebidas ao público. Muito badalado e sede de diversos eventos grandes, o bar conta com música ambiente no estilo pop e rock, pátio e 15 torneiras de cervejas artesanais variadas. 

Outro exemplo de interatividade das máquinas com os humanos, aconteceu no maior evento da indústria de alimentos e bebidas da América do Sul Fispal Tecnologia, frequentada por centenas de pessoas durante quatro dias. Na ocasião, além do stand com uma linha completa de empacotamento a convite da organização do evento a UR rapidamente montou um cobot dando as boas-vindas e entregando o mapa da feira aos visitantes. A utilização dos cobots UR fora da indústria só comprova os 4 pilares da robótica colaborativa: programação simples, flexibilidade, segurança e implementação rápida.

O cenário pode ser ainda mais irreverente, como quando um hóspede liga para a recepção do hotel para pedir uma toalha e minutos depois, batem na porta e do lado de fora está um robô, esperando com uma toalha de banho perfeitamente dobrada. Algumas propriedades já estão usando estes robôs, que recebem os seus hóspedes. Ainda existe um robô tipo concierge, mais um exemplo de como essas máquinas podem trabalhar ao lado de humanos e fora das indústrias.

Quando imaginaríamos os robozinhos andando livremente em um supermercado? Sim, isso também já é uma realidade. Com a missão de reconhecer códigos de barras em prateleiras, além de possuir um laser para detectar quais itens estão fora de estoque, um varejista americano começou a usar um protótipo que, silenciosamente, deslizou por meio dos corredores, utilizando sua visão por computador para executar automaticamente a tarefa.

Ainda nos Estados Unidos, estudantes transitam diariamente pelo campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley na companhia dos KiwiBots, novos mascotes que são robôs sobre rodas, do tamanho de uma caixa de cerveja, que passam o dia entregando comida de restaurantes que ficam no entorno da faculdade. Os usuários pedem, a refeição por um app e, em poucos minutos, a recebe dentro de KiwiBot, que dirige sozinho graças a um conjunto de câmeras e softwares com mapas de alta precisão.

Apesar das indústrias estarem mais inseridas no mundo dos robôs, desde que os cobots entraram em cena, as máquinas também estão se tornando parceiros dos humanos fora dos processos industriais. No caminho trilhado para isso se tornar realidade, as empresas especializadas em robótica tiveram que considerar não só a eficiência e a qualidade dos robôs, mas principalmente, a questão do reconhecimento e da segurança de quem interagiria lado a lado com eles. Evoluiu-se também na área da mobilidade, quando foi permitida a locomoção dos cobots nos mais variados ambientes. A parti daí, a ideia de um mundo povoado de robôs, vem ocupando, cada vez mais, a imaginação de empreendedores do setor de serviços.

Com esse movimento, parece que os robôs colaborativos estão cada vez mais perto de ocuparem espaço na vida social das pessoas, assim como aconteceu com os smartphones. Apesar de terem sido um mercado de aproximadamente 5.000 unidades em 2015, a BIS Research Analsys estima que o volume global de cobots cresça um pouco mais de 70% ao ano chegando a mais de 120.000 unidades em 2021. A Universal Robots cresceu em 2017, 72% confirmando esta tendência.