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O 24º Festival do Camarão de Ilhabela levou cerca de 21 mil pessoas ao Centro Histórico da Vila em seis dias (dois finais de semana), que consumiram 1,6 tonelada do crustáceo. O movimento ajudou a garantir média de 65% na ocupação da rede hoteleira local. Os números da Associação Comercial de Ilhabela atestam o sucesso do tradicional evento, que já tem a 25ª edição confirmada para 2020. 

O Boulevard do Camarão, espaço gastronômico e de convivência montado no Centro Histórico da Vila foi o epicentro de intensas atividades entre os dias 6 a 18 e 23 a 25 de agosto. Agradou pelo sabor dos pratos elaborados com o crustáceo e também pela agenda cultural. No domingo, último dia da festa, a atração principal foi a aula-show com chef Jimmy McManis "Ogro" (Ogrostronomia e Burgertopia), integrante do elenco do programa ‘Mais Você’, da Rede Globo. Depois, destaque para a tradicional Paella do Chef Tonhão. Para fechar, dois shows do Festival do Choro, com chorinhos contemporâneos e releituras de grandes clássicos.

Ao longo dos seis dias de evento, o Boulevard do Camarão recebeu grandes nomes da gastronomia como Carole Crema (Que Seja Doce, GNT), Carina Manzoli (Famiglia Manzoli), Antônio Borges (Quilombo Restaurante e Café), Eudes Assis (Taioba Gastronomia), Cecilia Padilha (Yes We Cook!), Ivan Achcar (EGG - Escola de Gestão em Negócios da Gastronomia) e Renata Vanzetto (Marakuthai), Chef Restauranteur do ano pela revista Prazeres da Mesa e que se emocionou ao lembrar quando, aos 17 anos, venceu o Concurso Chef Amador do Festival do Camarão de Ilhabela de 2005.

Em 2019, o campeão do concurso de chef amador foi João von Brewer, de 16 anos. Ele apresentou o prato Camarão Nº 18 para superar o vencedor da edição passada, Cléber Biscassi, que neste ano ficou em segundo lugar com o prato Camarão na Panceta. Na terceira colocação, Yara Moreno Monge executou sua receita Camarão em Nozes com Chips de Mandioca. “Gostei bastante de participar do evento, de viver essa experiência”, disse João. Segundo ele, o que o inspirou a apresentar o prato vencedor foi a preservação do meio ambiente. Contou que no dia da elaboração do prato uma notícia dava conta de que grandes queimadas atingiam a Amazônia há 18 dias. A sensibilidade de João em relação à defesa do meio ambiente resultou no Camarão Nº 18.

Atrações musicais 

Nem só de boa comida viveu o Boulevard do Camarão. A boa música embalou as degustações no Centro Histórico da Vila. Entre os shows de destaque, a cantora Luciana Mello, filha do consagrado Jair Rodrigues, apresentou repertório variado, com canções de sucesso do pop à MPB. Já Maria Carmen aproveitou o evento para o lançamento do álbum Caixinha de Surpresa. O Festival do Choro, atração em nomes de agosto em diferentes pontos de Ilhabela, também levou grupos para apresentações no segundo final de semana.

Esporte e cinema também entraram na programação. A Regata do Camarão foi disputada na tarde do sábado (24) e reuniu 30 veleiros e 4 canoas havaianas. O Barracuda foi o fita azul (primeiro barco a cruzar a linha de chegada) na classe C30. Quem preferiu um bom filme, teve a oportunidade de escolher entre seis sessões diárias de cinema nos dois finais de semana do Festival do Camarão. A programação gratuita foi pensada para todas as idades. 

Além das atividades e dos estandes com pratos no Centro Histórico da Vila, os 48 restaurantes participantes serviram pratos exclusivos diariamente. O Festival do Camarão foi realizado pela Associação Empresarial e Comercial de Ilhabela, junto a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Turismo, que optou por utilizar a estrutura do Race Village, montada durante a Semana de Vela, em julho, para instalar o Boulevard do Camarão.

História

O Festival do Camarão de Ilhabela teve início em 1995, devido a uma união dos empresários filiados à Associação Comercial da cidade, que resolveram movimentar a baixa temporada e o setor hoteleiro, além de promover o município, tanto para os moradores quanto para visitantes.

A primeira edição do festival ocorreu no mês de agosto, não por acaso o mês anterior havia sido marcado pelo fim do defeso – período determinado anualmente pelo Ibama, no qual fica proibida a pesca do camarão. Liberados, os pescadores foram em massa às águas do litoral em busca do crustáceo, e a quantidade resultante dessa “retomada”, que normalmente já é alta, naquele ano foi exorbitante.

O camarão chegou aos comerciantes a R$ 12,00 o quilo e, com o passar dos dias, teve o valor ainda mais reduzido, aumentando a pressa dos comerciantes em dar um jeito em todo aquele estoque em pleno inverno. Por isso, organizaram a primeira edição do festival, que foi um sucesso, motivando a continuidade ano a ano.