Na contagem regressiva para os desfiles na Sapucaí, o Nosso Camarote e a marca de vestuário Reserva divulgam hoje as camisas oficiais do camarote para 2022. Neste ano, símbolos da cidade do Rio de Janeiro e toda a carioquice do carnaval foram a inspiração para a estampa, que traz o Cristo Redentor e a praia, entre outros elementos.

Serão modelos exclusivos com seis cores diferentes, sendo uma para cada dia de festa no camarote.

“Os desfiles da Sapucaí sempre estiveram muito ligados à identidade do Carnaval carioca. Fazer parte desse retorno é incrível, estamos todos empenhados em fazer uma festa inesquecível”, conta Carol Sampaio, organizadora do Nosso Camarote, o maior camarote do Sambódromo.

“Assim como o Nosso Camarote, a Reserva nasceu no Rio e tem DNA carioca. Então essa parceria já deu muito certo e estamos contentes em poder apresentar essa coleção que traduz bem a essência da cidade”, afirma Rony Meisler, CEO da Reserva.

Neste ano, a festa será nos dias 20, 21, 22, 23, 24 e 30 de abril. Artistas como Luan Santana, Ludmilla e Luísa Sonza já estão confirmados e prometem agitar o camarote. A venda de ingressos para o Nosso Camarote é aberta ao público pelo site: https://www.nossocamarote.com.br/

Por: Matheus Rocha

O governo do Rio de Janeiro publicará nesta quinta-feira (3) em edição extra do Diário Oficial um decreto dando autonomia para que os municípios liberem o uso das máscaras em ambientes fechados.

A Secretaria de Estado de Saúde diz que a decisão de desobrigar ou não o uso do item caberá a cada prefeitura, uma vez que as cidades apresentam cenários epidemiológicos distintos.

"Há municípios com indicadores epidemiológicos muito baixos e outros saindo da quarta onda da Covid. Portanto, a partir desse decreto, as secretarias municipais de saúde por meio de ato normativo próprio podem definir se as máscaras serão ou não obrigatórias em ambientes fechados dentro de seu território", afirma Alexandre Chieppe, secretário de estado de Saúde.

Ele diz ainda que as pessoas poderão usar as máscaras mesmo que o item de proteção seja abolido pelas prefeituras. "Recomendamos que pessoas com sinais e sintomas respiratórios mantenham o uso da máscara se forem entrar em contato com outras pessoas. O ideal é que essas pessoas façam isolamento."

O decreto é publicado quatro dias antes da reunião do Comitê Científico do Rio que deve decidir sobre a liberação do uso de máscaras em lugares fechados na capital. O encontro está marcado para segunda-feira (7).

Nesta quarta (02), a Secretaria Municipal de Saúde disse que estava em contato com o governo do estado para alinhar uma ação conjunta.

Essa sinergia é importante porque, sem a anuência do governo estadual, a liberação das máscaras não teria efeito prático. No caso de regras sanitárias divergentes, vale sempre a mais restritiva. Com a publicação do decreto, a Prefeitura do Rio passa a ter carta branca para abolir o uso do item.

Especialistas, no entanto, avaliam com cautela a decisão. O epidemiologista Raphael Guimarães diz que a liberação indiscriminada não é adequada, porque a capital recebe diariamente pessoas de municípios que não apresentam um cenário epidemiológico tão favorável quanto o da capital.

"Isso significa, em fins práticos, que o bloqueio de circulação do vírus que a vacinação proporciona perde efetividade. Vale mencionar que, embora a cobertura [vacinal] na cidade seja elevada, ela ainda está abaixo de 90%", diz Guimarães, que é pesquisador do Observatório Covid-19 da Fiocruz.

O especialista acrescenta que as salas de aula são ambientes que inspiram cuidado, já que o percentual de crianças com as duas doses ainda é baixo. "Se a liberação for indistinta entre locais, as crianças estarão desprotegidas dentro das próprias escolas. Não apenas na rede pública, mas também na rede privada."

Já para a epidemiologista Gulnar Azevedo, a prefeitura deveria esperar mais um pouco para liberar o uso de máscaras. "A liberação do uso de máscaras tem que acompanhar não só a situação da vacinação e a necessidade de internação de pessoas, mas também o que houve de aglomeração nesses dias de Carnaval", diz Azevedo, que é professora do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Atualmente, os números mostram que a pandemia está sob controle na cidade. A taxa de positividade dos testes de Covid está em 14%.

Na quarta-feira (02), havia 57 pessoas internadas na rede pública por Covid, 35 estavam na UTI e 22 na enfermaria. A média móvel de casos também apresenta curva descendente, com 187 casos em sete dias.

No estado do Rio como um todo, o cenário epidemiológico também está sob controle. A taxa de ocupação das enfermarias está em 24,8%, já nas UTIs o índice é de 43,3%.

No momento, sete das noves regiões do estado apresentam risco baixo para Covid. O centro-sul tem risco moderado, enquanto o noroeste fluminense é a única região que apresenta risco alto para a doença.

Por: Amon Borges

O TIM Music Noites Cariocas reúne no Morro da Urca (zona sul do Rio) uma série de 14 shows em quatro fins de semana de março e abril. A estreia do projeto se dá nesta sexta (18) com apresentações de Paralamas do Sucesso e Léo Jaime, no anfiteatro do Bondinho Pão de Açúcar.

Diogo Nogueira é o artista da vez já neste sábado (19). A programação segue com Capital Inicial (25/3), Iza (26/3), BaianaSystem (1º/4), Ney Matogrosso (2/4), AnaVitória (8/4) e Baby & Pepeu (9/4). Os ingressos estão disponíveis pelo site ingresse.com, com preços que variam de R$ 193 a R$ 496.

Trata-se do resgate do festival Noites Cariocas, que, produzido por Nelson Mota, teve a primeira edição em 1980. O festival ficou conhecido por revelar artistas do rock e do pop nacional na década de 1980 e teve uma segunda sequência de 2004 a 2009.

Promovido pelos empresários Alexandre Accioly e Luiz Calainho, o festival teve a TIM como marca patrocinadora para alavancar a realização. A marca tem investido na música como plataforma de comunicação com seu público.

"O Noites Cariocas e o Rock in Rio são os festivais mais longevos do nosso país e participaremos desses dois eventos em 2022, o que mostra a importância da música em nossa estratégia de marca e comunicação", diz Ana Paula Castello Branco, diretora de marca e comunicação da TIM Brasil.

"Esperamos um ano efetivamente emblemático, de retomada da vida, da alegria e da esperança", afirma Luiz Calainho.

AGENDA TIM MUSIC NOITES CARIOCAS

18/3 - Os Paralamas do Sucesso e Leo Jaime
19/3 - Diogo Nogueira - Abertura Pocket Musical Tim Maia25
25/3 - Capital Inicial - Abertura Paulo Ricardo 35 anos do RPM26
26/3 - Iza - Abertura Fernando Rosa
1º/4 - BaianaSystem - Abertura Pocket Musical Cazuza
2/4 - Ney Matogrosso
8/4 - AnaVitória - Abertura Pocket Musical Cássia Eller
9/4 - Baby & Pepeu 140 Graus

TIM MUSIC NOITES CARIOCAS

Quando: 18, 19, 25 e 26 de março e 1º, 2, 8 e 9 de abril
Onde: Bondinho Pão de Açúcar
Quanto: R$ 193 a R$ 496 (mais taxas)
Mais informação: ingresse.com

A Prefeitura do Rio vai comemorar o bicentenário da independência do Brasil (1822-2022) com uma série de ações por toda a cidade. O projeto “Rio, Capital da Independência”, lançado nesta quinta-feira (3/3), no Palácio da Cidade, vai valorizar o papel central da cidade do Rio de Janeiro, então sede do governo brasileiro, no processo de independência.

O projeto tem a gestão da Secretaria de Governo e Integridade Pública (Segovi) e vai abranger três áreas: conhecimento, memória e celebração. Em cada uma delas, uma série de ações do poder municipal vai beneficiar cariocas de todas as regiões da cidade, além de despertar o interesse público sobre a história, resgatar a memória e estimular a reflexão crítica sobre aquele momento histórico e seus significados.

– Temos a necessidade, não só como cariocas, mas como brasileiros, de ter o registro adequado dos fatos históricos. Infelizmente, uma certa pasmaceira que tomou conta do Rio de Janeiro não permitiu que nós chamássemos a atenção para o protagonismo dessa cidade. O Rio, como capital da Colônia, do Império e da República, teve o protagonismo nos grandes fatos da história brasileira e, especialmente, na independência. Devemos refletir sobre aquilo que somos e que construímos ao longo desses 200 anos de independência e sobre o papel da nossa cidade e o protagonismo que o Rio sempre teve, ainda tem e terá daqui em diante – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

No campo do resgate de memória, as iniciativas da Prefeitura serão para preservar a história e revitalizar símbolos da independência do Brasil. A principal ação será a revitalização da Quinta da Boa Vista, palco importante na história da família real brasileira. O espaço vai ter seu sistema viário recuperado, quadras e banheiros serão reformados, o mobiliário e o paisagismo serão revitalizados e o canal do parque passará por um desassoreamento. Também serão recuperados os quatro portões da Quinta, o terraço e os seguintes monumentos: estátua de D. Pedro II, busto de José Bonifácio, dólmens de meditação, esculturas do lago (Serpente de bronze e Canto das Sereias), Templo de Apolo, Pagode Chinês, Gruta, Cascata e elementos em rocaille, como guarda-corpos das pontes e bancos.

Preservação de marcos históricos

Ainda no campo da memória, a Prefeitura do Rio vai trabalhar para preservar locais que são considerados marcos históricos do período da independência em quatro bairros: São Cristóvão, Santa Cruz, Paquetá e Centro. Em São Cristóvão, a Praça Pedro II, o Largo da Cancela, o Terraço da Quinta e seus entornos passarão por um mutirão de conservação, com recuperação de calçadas, meios-fios, recapeamento, implantação de rampas e sinalização horizontal, entre outras ações.

Em Santa Cruz, a área da Ponte dos Jesuítas e o entorno também passarão por uma revitalização. Em Paquetá, o Solar Del Rei, patrimônio importante do bairro da época do Império, será reformado. No Centro Histórico do Rio, a Praça Tiradentes e o Largo de São Francisco também passarão por uma revitalização.

Monumentos restaurados

O projeto também contempla a área central da cidade, cenário de momentos marcantes para o processo de independência, como o Dia do Fico. Na Praça Tiradentes, o monumento a D. Pedro I será totalmente recuperado, incluindo a reposição de elementos em bronze que haviam sido furtados. Na Praça XV, serão restaurados o Chafariz do Mestre Valentim, o Marco à Fotografia e as estátuas de João Cândido, D. João VI e Tiradentes, bem como o monumento a General Osório. No Largo São Francisco de Paula, será restaurado o monumento a José Bonifácio.

– Esse momento de comemoração da independência é muito propício para resgatarmos monumentos históricos, realizarmos a restauração de áreas da cidade ligadas à construção da soberania brasileira. E também é importante usarmos essa efeméride para um momento de reflexão crítica a respeito desses acontecimentos e da história que se seguiu após o 7 de setembro de 1822. Hoje foi o pontapé inicial do projeto, com um conjunto de ações que serão desdobradas em parcerias que vamos buscar, por exemplo, com os museus – disse o secretário de Governo e Integridade Pública, Marcelo Calero.

Um Réveillon em setembro e o retorno do teatro Carlos Gomes

A Prefeitura vai realizar uma série de iniciativas para o carioca poder festejar a independência de forma lúdica, artística e cultural. O destaque será o “Réveillon da Independência”, um grande festival com show, exposições, instalações, atividades culturais, artísticas, educativas e gastronômicas na Quinta da Boa Vista. Serão 24 horas de atividades, com o ápice na virada do dia 7 de setembro. O projeto é da atriz e diretora Bia Lessa.

Os cariocas também poderão participar de 1.000 caminhadas culturais no projeto “Andario”, em percursos relacionados à Independência, com a presença de guias, historiadores e artistas. Ao todo, serão cerca de 100 percursos.

Para comemorar o bicentenário, o Rio também vai ter de volta o teatro Carlos Gomes, que será totalmente reformado e entregue para a população. Na programação, um musical que terá Luzia, o fóssil humano mais antigo da América do Sul, contando a história do Brasil a partir da sua formação. A temporada vai durar seis meses.

A Cidade das Artes também recebe, a partir de setembro, o espetáculo “As Marias do Brasil”, um musical de Cláudio Botelho e Charles Müller que ficará quatro meses em cartaz com quatro sessões semanais. No roteiro, a independência do Brasil será contada do ponto de vista das mulheres envolvidas.

Também na Cidade das Artes, entre 25 e 29 de agosto, haverá o evento cultural de artes, costumes e pensamentos “Uma aventura chamada Brasil: independência e identidades”. A concepção é de Moacyr Góes.

Como aconteceu nas comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, em 2015, a Prefeitura do Rio vai promover um concurso para escolher a marca “Rio, Capital da Independência”. Um edital público foi lançado e a divulgação do símbolo será até o mês de maio.

Ações para valorizar a história e disseminar conhecimento

A Prefeitura também vai promover iniciativas que adotam a pesquisa, a organização e o compartilhamento de informações e fatos históricos como forma de promover a independência. O destaque será o Festival Escolar Bicentenário da Independência, que vai reunir mais de 350 mil participantes, nas 1.543 unidades escolares. Haverá formação de professores por meio de fóruns e webinários, jogos, concursos e outras atividades produzidas por alunos e professores. Também serão realizadas uma exposição com premiação dos trabalhos produzidos e a produção do livro “Narrativas Cariocas do Bicentenário da Independência”.

Já o Arquivo da Cidade produzirá o “Álbum Bicentenário da Independência: a cidade do Rio de Janeiro”, um fotolivro de 160 páginas mostrando o que foi preservado desde a independência até 1930, em fotos de arquivo e registros atuais, com acordo de cooperação com o Museu de Arte do Rio (MAR).

O Arquivo também será responsável pelo documentário “Palavras de Independência”, uma obra audiovisual de 45 minutos que exibirá os processos de digitalização, restauração digital, transcrição textual e criação de acessibilidade para deficientes visuais. Os técnicos do Arquivo também serão responsáveis pela digitalização de documentos históricos e a organização e publicação em livro físico e e-book dos principais documentos. No projeto “Documentos Raros: a cidade do Rio no processo de independência”, serão organizados eventos acadêmicos e a publicação de um periódico especializado, além de oferta de curso de extensão para a comunidade.

O Instituto Pereira Passos (IPP) vai retomar a sua linha editorial. Entre os lançamentos programados, a novidade será a publicação de um edital de patrocínio para produções editoriais, envolvendo o tema independência. Também será lançada uma nova coleção chamada “Prefeitos do Mundo”, que trará livros escritos por personalidades que sejam, ou tenham sido gestores de grandes metrópoles ao redor do globo. A publicação inaugural será com o livro do ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa, chamado “Ciudad, Igualdad, Felicidad”.

Outro destaque será a republicação das Pranchas Arcos da Lapa e Praça XV, criadas pelo ilustrador Carlos Gustavo Nunes Pereira, mais conhecido como Guta. Dentre as ações ainda está prevista a edição de um calendário comemorativo para o bicentenário e a realização da terceira edição do Prêmio IPP.

Por: Matheus Rocha

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do Rio de Janeiro orientou nesta segunda-feira (07) a liberação do uso de máscaras em ambientes fechados na capital fluminense.

A medida deve passar a valer nesta terça-feira (8), com a publicação de um decreto no Diário Oficial. Com isso, a cidade se torna a primeira capital do país a abolir totalmente o uso do item.

A flexibilização vale, inclusive, em escolas e no transporte público. As unidades escolares, no entanto, terão autonomia para decidir se os alunos devem ou não continuar usando máscara. Em ambientes abertos, a utilização do item de proteção já não era mais exigida desde outubro do ano passado.

"Tanto as escolas quanto as empresas [terão liberdade]. Cada empresa poderá definir internamente se vai manter ou não o uso de máscara. Ela só não é mais um decreto obrigatório", explica Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e membro do colegiado.

De acordo com ele, é pouco provável que a liberação do item provoque uma nova onda da doença. "O cenário epidemiológico da cidade é muito bom. A gente tem uma taxa de reprodução [da doença] de 0,35. A gente nunca teve essa taxa durante toda a pandemia", diz ele, acrescentando que a taxa de positividade está abaixo de 2%.

"Até o momento, a gente não viu nenhum impacto dos eventos e das aglomerações do Carnaval no cenário epidemiológico da cidade. É pouco provável que a não obrigatoriedade vá ter um impacto. Mas é importante a gente entender que o vírus continua circulando", diz ele.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, recomendou que pessoas com imunossupressão, com comorbidade grave ou que não se vacinaram continuem usando máscara. "É importante enfatizar que pessoas com sintomas de Covid devem usar máscara para evitar transmitir não só a Covid, mas outras doenças para as pessoas."

Soranz diz ainda que a cobrança do comprovante de vacinação continuará valendo. "Por enquanto, a recomendação é se manter a cobrança do passaporte vacinal. A secretaria vai avaliar até quando isso vai acontecer."

A liberação total das máscaras acontece quatro dias após o governo do estado ter dado autonomia aos municípios para liberarem o uso de máscaras em lugares fechados. A Secretária de Estado de Saúde disse na quinta-feira (03) que a medida se justificava em razão das diferenças do cenário epidemiológico dos municípios.

Na sexta-feira (04), Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se adiantou à capital e decidiu abolir o uso de máscara em ambientes abertos e fechados. A medida, porém, não se aplica às pessoas que foram infectadas pela Covid ou que apresentem algum sintoma da doença.

Para embasar a medida, a Prefeitura de Duque de Caxias afirmou que a cidade tem alto número de pessoas vacinadas e que os casos da doença apresentam tendência de queda.

"Até o momento, a cidade aplicou mais de 1,3 milhão de doses da vacina contra a Covid-19. Os números de cobertura vacinal no município apontam que 85,5% da população alvo foi imunizada com a primeira dose. A Secretaria Municipal de Saúde informa que, nas últimas 24 horas, a taxa de positividade para a Covid-19 alcançou um dos índices mais baixos, registrando 1,37%", disse em nota a prefeitura.

Essa, porém, não foi a primeira vez que as máscaras foram abolidas na cidade. Em outubro do ano passado, o prefeito Washington Reis (MDB) decidiu liberar o uso do item de proteção tanto em ambientes fechados quanto nos espaços abertos.

Poucos dias após a decisão, a Justiça suspendeu os efeitos do decreto argumentando que a decisão foi tomada sem que a prefeitura tivesse apresentado critérios científicos.

No resto do Brasil, as autoridades também já começam a flexibilizar o uso das máscaras ou estudam decisões nesse sentido. Desde sexta-feira (4), a população de Belo Horizonte não está mais obrigada a utilizar máscaras em ambientes ao ar livre na cidade.

Ao orientar a flexibilização das máscaras, o comitê científico da capital citou a redução da média de transmissão por infectado na cidade e a baixa ocupação de leitos de UTI e enfermaria para o tratamento de pessoas com Covid.

Já em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) se prepara para comunicar o fim da obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes abertos em todo o estado a partir da quarta-feira (9).

A princípio, a máscara só poderá ser tirada em via urbana e ambientes a céu aberto, como área externa de bares e restaurantes, além de parques e praças, por exemplo.

A Operação Lei Seca no Rio de Janeiro flagrou 1.001 motoristas com sinais de embriaguez no período do carnaval. As ações de fiscalização foram intensificadas entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março, totalizando 5.408 abordagens. As informações são da Agência Brasil.

O número de casos de alcoolemia representa 18,51% do total de abordagens. Segundo o superintendente da Operação Lei Seca, tenente-coronel Fábio Pinho, os casos de embriaguez ao volante deram um salto na comparação com os registros dos dois anos anteriores. No carnaval do ano passado foram flagrados 207 motoristas dirigindo embriagados e, em 2020, 177.

"É muito preocupante esse número tão expressivo de casos de alcoolemia durante os feriados. E isso reforça a importância da nossa operação nas ruas, por isso seguiremos reforçando a fiscalização na missão de salvar vidas e tornar o trânsito mais seguro", explicou.

As ações nas rodovias do estado do Rio foram feitas em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, Batalhão de Polícia de Choque e o Batalhão de Ações com Cães.

Em todo o ano de 2021, no estado do Rio, a Operação Lei Seca fez 2.689 fiscalizações, abordando 153.806 motoristas, com 19.952 deles apresentando sinais de alcoolemia, o que representa 12,97%.

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