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Em julho de 2015, quando já estava em ocorrendo as investigações que levou para cadeia o ex-governador Sergio Cabral, dois membros da alta cúpula da joalheria H Stern foram levados para uma audiência, no Palácio do Planalto com o vice-presidente Michel Temer.
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A inusitada audiência chamou atenção da midia nacional e a revista "Isto É" publicou a seguinte nota, com o título "Um Vice Brilhante": “O vice-presidente Michel Temer abriu a agenda oficial na semana passada para receber Roberto Stern, dono da HStern. O maior joalheiro do País foi acompanhado pelo diretor comercial. Do lado de fora do gabinete, funcionários especulavam sobre o motivo da ­inusitada reunião.”
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Acabaram indo a audiência o Vice Ricardo Stern e diretor Comercial Cid Rocha. Quem os colocou na sala de Temer foi Sonia Chami, atual presidente do Rio Convention & Visitors Bureau (RCVB) e responsável pelo encontro. Foram os únicos que estavam na reunião pela própria empresa, sem representação institucional. Meses depois, a H Stern virou pivô das denuncias de Cabral e resultou na deleção premiada dos irmãos Roberto e Ronaldo Stern, acionistas e de dois outros diretores que reconheceram os atos ilícitos praticados pela empresa, para lavar dinheiro do ex-governador e Adriana Ancelmo. 
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Uma estranha coincidência ocorre agora, meses depois do festival de denúncias que abalaram a Stern e da delação premiada. Um dos participantes da audiência com Temer, Cid Rocha, ex-diretor comercial H Stern, está sendo contratado pela própria Sonia Chami para assumir na próxima semana a diretoria executiva do RCVB,no lugar de Michel Nagy, para pilotar um milionário orçamento anual, com a finalidade de melhorar a imagem do Rio e atrair eventos. Nas últimas duas décadas, ele só trabalhou para a família Stern e fazia parte do núcleo de poder da empresa.
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Como Fundação, o Rio CVB é tutelada pelo Ministério Público de Fundações e já existem associados com petição pronta pedindo ao MP uma lupa nesta contratação.

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Para um especialista em Marketing de Destinos “colocar alguém tão ligado a H Stern para cuidar da imagem do Rio no exterior seria a mesma coisa que o Brasil colocasse para cuidar da sua imagem no exterior um alto ex-dirigente da Odebrecht”.