Famosa cidade mexicana comemorou seus 50 anos com praias desertas e hotéis fechados

Por Gabriel Moses

Projetada para o turismo,  a cidade mexicana de Cancún reabre suas portas a turistas após três meses de confinamento social, período que acumulou prejuízos na casa de US$ 1 bilhão. A famosa cidade passou seu aniversário de 50 anos com suas praias desertas e sua rede hoteleria fechada. As informação foram divulgadas pela BBC e confirmadas pelo Jornal de Turismo.

Somente a população local permaneceu na região. Mesmo assim, a maioria vive diretamente ou indiretamente do turismo. Por conta disso, as autoridades locais buscam recuperar de forma parcial a atividade turística pelo restante do ano, já que a alta temporada de verão é considerada como perdida.

Mesmo com o país estar enfrentando fase de risco máximo de transmissão de coronavírus, Cancún e o Caribe mexicano passaram a ser nesta segunda-feira (08) um dos primeiros destinos turísticos da região a abrir de forma gradativa os hotéis e serviços para os turistas.

Prejuízos milionários

 

Com o turismo paralisado, o governador Carlos Joaquín González disse: "De cada dez pesos produzidos no Estado, mais de cinco vêm desse setor". No ano passado, por exemplo, 25 milhões de viajantes passaram pelo aeroporto de Cancún,, sendo 65% dessas pessoas que não são mexicanas, com destaque para americanos e canadenses.

Com 35 mil quartos disponíveis nos hotéis da cidade, era esperado uma ocupação média de 80% de todos eles. Para abril, Cancún esperava ter ocupação total nos hotéis, mas o coronavírus mudou toda a estratégia do setor hoteleiro.

Desde o início da crise do coronavírus, dez milhões de pessoas deixaram de chegar à cidade de avião. Em abril, o aeroporto sofreu uma queda considerável de 97% em suas operações.

De um total de 100% de ocupação planejados por empresários, o número beirou entre 2% a 3%, relacionado à presença de pessoas realizando atividades essenciais ou turistas que não conseguiram voltar para seus países por conta do cancelamento de viagens e do fechamento das fronteiras.

Até o final de abril, as autoridades da cidade previam perdas financeiras de aproximadamente US$ 500 milhões. Sem a apuração dos dados de maio, a previsão estima que o prejuízo causado pela pandemia já chegue a US$ 1 bilhão.

Mesmo com a reabertura das atividades, os prejuízos irão se arrastar pelo resto do ano. A Secretaria Estadual de Turismo acredita em perdas de 32%em suas atividades até o final de dezembro. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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