Por: Amon Borges

O Coldplay anunciou dois shows extras no Brasil com a turnê mundial Music of the Spheres: Rio de Janeiro (12/10, estádio Nilton Santos, o Engenhão) e São Paulo (18/10, no Allianz Parque). A abertura fica por conta da cantora britânica H.E.R.

Os ingressos têm preços que variam de R$ 215 a R$ 980. S​egundo a organização, clientes dos cartões Elo terão pré-venda exclusiva no dia 19 de abril, a partir das 10h online pelo site da Eventim, e às 11h nas bilheterias oficiais (Jeunesse Arena, no Rio; e estádio do Morumbi, em São Paulo). Para o público geral, a venda começa em 20 de abril, nos mesmos canais e horários.

As entradas para os shows anunciados anteriormente -11 de outubro na capital fluminense e 15 e 16 de outubro na capital paulista- estão esgotadas.

Liderado pelo vocalista Chris Martin, o grupo também tem presença confirmada no Rock in Rio, no dia 10 de setembro, com ingressos já esgotados.

Os britânicos estão em turnê mundial após lançarem, em 2021, o álbum "Music of the Spheres", que teve parceria com a banda de K-pop BTS na faixa "My Universe".

A produção do grupo indica que mais de 2,6 milhões de ingressos já foram vendidos para esta turnê, com início em 18 de março na Costa Rica e com paradas por República Dominicana e México. A turnê continua estabelecendo recordes em todo o mundo.

Além da América Latina, eles ainda passam por EUA em maio e junho, antes de seguir para a Europa para shows na Alemanha, Polônia, França, Bélgica e no Reino Unido em julho e agosto.

MUSIC OF THE SPHERES WORLD TOUR NO BRASIL
Rio de Janeiro
Quando: 11 e 12 de outubro
Onde: Estádio Nilton Santos - Engenhão (r. José dos Reis, 425, Engenho de Dentro, zona norte, Rio de Janeiro)
Quanto: R$ 215 a R$ 950
Mais informação: eventim.com.br

São Paulo
Quando: 15, 16 e 18 de outubro
Onde: Allianz Parque (av. Francisco Matarazzo, 1.705, Água Branca, zona oeste, São Paulo)
Quanto: R$ 245 a R$ 980
Mais informação: eventim.com.br ​

Por: Isabella Menon

Na geladeira, ovos de Páscoa são alocados na tentativa de que durem mais um pouco. Na televisão, comerciais estampam o Dia das Mães que está próximo. O frio de outono começa dar as caras em meio a chegada do Carnaval fora de época marcado para o feriado de Tiradentes.

A estranheza relacionada ao timing não parece inibir foliões, que estavam órfãos da festa há dois anos. A expectativa é que a folia seja mais tímida do que o país costuma ver em períodos não pandêmicos e o recesso será marcado tanto por desfiles de escolas de samba, quanto por festas fechadas e blocos de rua improvisados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Outros polos tradicionais da festa, como Salvador e Olinda, porém, não devem ter celebração nas ruas nos próximos dias.

Enquanto os tamborins são aquecidos e as fantasias são finalizadas, fãs da maior festa do país se planejam para os dias de badalação.

Uma delas é a paulistana Nathalia Spaolonzi, 34, que é apaixonada por Carnaval desde quando ouviu a bateria de um bloco quando criança.

"Fiquei muito chateada ano passado", afirma ela em referência à folia de 2021 que foi cancelada em meio a pandemia da Covid-19. Nesse período, para matar a saudade da avenida, ela buscava por sambas-enredos no YouTube e ficava assistindo.

Durante o isolamento social, ela fez uma tatuagem em homenagem a sua paixão. Agora, sua pele tem a imagem de uma máscara com penas. "Foi um jeito de carregar comigo algo que eu amo tanto", diz.

Agora, no feriado de Tiradentes, ela vai assistir aos desfiles de escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, no sábado (23) e seguirá em busca de blocos de rua, no domingo (24). Quando pisar na avenida, ela define como o "Carnaval da vida".

"A primeira batucada que eu ouvir, meu olho vai encher de lágrima, a voz vai embargar e vou pensar 'era isso que eu estava esperando esse tempo todo''', diz.

Assim como Nathalia, a autônoma Aline Galvão, 23, está na expectativa para o feriado e, nos próximos dias, segue uma rotina intensa, já que vai desfilar em cinco escolas de samba. Ela afirma que todos com quem convive estão animados e emocionados por conseguir desfilar.

Voltar para a avenida, diz, é um alívio.
"Todo esse tempo sem Carnaval foi bem complicado e eu percebi que tava tentando suprir a falta dos ensaios com outras coisas que eu não gosto tanto de fazer, tipo indo a festas. Quando os ensaios voltaram, eu automaticamente parei."

Apesar da animação para o feriado, em meio a retomada da vida presencial, há quem ainda tema por aglomerações. A estudante de psicologia Giulia Lombardo, 26, está planejando curtir alguns blocos de rua pequenos, mas não sabe se todos os dias do feriado ou só um.

Antes da pandemia, ela e as amigas levavam o feriado a sério e se organizavam fazendo tabelas com horários de blocos. Agora, a cena mudou. "Não sei se estou muito preparada para lidar com tanta gente depois da pandemia", diz ela que, em fevereiro, foi com alguns amigos em blocos improvisados na rua. "Bateu fervor, foi gostoso, mas rolou uma culpa por ter me exposto muito."

Assim como Nathalia, a autônoma Aline Galvão, 23, está na expectativa para o feriado e, nos próximos dias, segue uma rotina intensa, já que vai desfilar em cinco escolas de samba. Ela afirma que todos com quem convive estão animados e emocionados por conseguir desfilar. Voltar para a avenida, diz, é um alívio.

"Todo esse tempo sem Carnaval foi bem complicado e eu percebi que tava tentando suprir a falta dos ensaios com outras coisas que eu não gosto tanto de fazer, tipo indo a festas. Quando os ensaios voltaram, eu automaticamente parei."

Apesar da animação para o feriado, em meio a retomada da vida presencial, há quem ainda tema por aglomerações. A estudante de psicologia Giulia Lombardo, 26, está planejando curtir alguns blocos de rua pequenos, mas não sabe se todos os dias do feriado ou só um.

Antes da pandemia, ela e as amigas levavam o feriado a sério e se organizavam fazendo tabelas com horários de blocos. Agora, a cena mudou. "Não sei se estou muito preparada para lidar com tanta gente depois da pandemia", diz ela que, em fevereiro, foi com alguns amigos em blocos improvisados na rua. "Bateu fervor, foi gostoso, mas rolou uma culpa por ter me exposto muito."

Hoje, ela se sente mais tranquila em relação à pandemia, com número de mortes e infectados pela Covid-19 em queda, mas diz que não se sinto tranquila em encontrar muita gente. "Dá uma assustada. Sinto uma mistura de sentimentos que envolve a vontade de querer me jogar e, ao mesmo tempo, ficar muito tensa."

Sobre São Paulo, ela avalia que nos últimos anos apresentava um aumento de infraestrutura e de blocos na rua. Neste ano, ela acha que o efeito será contrário. "Vai ser um carnaval menor, ainda mais sem o apoio da prefeitura, os blocos tiveram que se mobilizar por conta própria e, por isso, muita gente não se anima tanto."

Para a professora Maria Fernanda Mendonça de Alvarenga, 22, curtir a folia em São Paulo é estranho. Isso porque ela está acostumada a passar o feriado com a família, no sítio localizado São Luiz do Paraitinga, cidade quem tem um dos carnavais de rua mais tradicionais do interior do estado.

"Agora, vai ser mais curtir algumas festas. Não vai ser o Carnaval que a gente conhece, vai ser um tapa buraco, que vai ser bom e que o comércio precisa", diz ela que acredita que o expurgo da folia deve acontecer, mesmo, em fevereiro de 2023.

De fato, o comércio especializado em fantasias, adereços e abadás tem sentido uma melhora nas últimas semanas. Para dar conta da demanda, Rosely Ferrante, à frente da loja Rainha do Abadá, está com funcionários trabalhando em três turnos.

Ela calcula que a demanda aumentou para Tiradentes, em comparação com o feriado oficial festejado por alguns em 2022, em cerca de 30% -mesmo assim, o faturamento ainda não chega ao que foi antes da pandemia. Se em fevereiro a demanda veio, principalmente, de festas privadas em clubes e condomínios, agora é de escolas de samba e pequenos blocos.

Pierre Sfeir, dono da rede Festas e Fantasias, uma das lojas mais tradicionais do ramo na região central de São Paulo, também notou um aumento na procura. "As pessoas estão em busca de acessórios. Estamos muito felizes com isso porque nos ajuda um pouco", diz ele que calcula que as vendas para Tiradentes representam cerca de 30% do que a rede costuma vender no feriado oficial de Carnaval.

Ele lembra que, para o seu comércio, os últimos dois anos foram péssimos. "No começo do ano, estávamos apostando em um Carnaval bom, agora estamos apostando em um Carnaval para fechar as contas", afirma ele. "Estão falando que pode ser que tenha Carnaval de rua no segundo semestre, vamos ver. Isso para nós seria ótimo porque precisamos disso para sair do vermelho."

Em fevereiro, lembra Sfeir, o movimento foi ruim. "Normalmente, tem fila para entrar na loja nessa época. Nesse ano não teve nada disso, teve um ou outra criança que queria brincar no prédio e só." Para ele, bom mesmo será no ano que vem. "Vai ser uma coisa maravilhosa e o importante é sobreviver até lá."

Por: Mariana Zylberkan

Blocos de Carnaval vão exigir ingressos para a entrada de foliões em eventos gratuitos em locais públicos da capital paulista marcados para o feriadão de Tiradentes. No período também ocorrerão os desfiles das escolas de samba no sambódromo do Anhembi, adiados devido à pandemia de Covid.

A nova modalidade de Carnaval de rua foi divulgada, por enquanto, pelo bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, no vale do Anhangabaú, e pelo coletivo Pipoca, no Monumento às Bandeiras, na região do parque Ibirapuera, entre os dias 23 e 24 de abril.

Para participar, é preciso se cadastrar de forma gratuita em um site de venda de ingressos e baixar uma entrada virtual. Os organizadores pedem que o passaporte da vacina seja anexado ao cadastro.

A exigência de ingresso para participar de eventos gratuitos em locais públicos tem sido criticada por integrantes de outros blocos e estudiosos do Carnaval de rua.

Para Guilherme Varella, advogado e especialista no tema, o uso de ingresso para entrar em espaços públicos fere o decreto municipal do Carnaval de rua, atualizado pelo então prefeito Bruno Covas (PSDB).

O trecho proíbe qualquer tipo de segregação em vias públicas durante o período de Carnaval, como cobrança de abadás e instalação de cordas nos desfiles realizados nas ruas, como é tradição nas festas em Salvador, na Bahia, por exemplo.

Para Varella, o Carnaval de rua é uma manifestação cultural garantida pela Constituição Federal não necessariamente atrelada a um calendário.

"Quem diz se vai ter ou não são os blocos que vão para as ruas. Se terá sambódromo e Carnaval no feriado de Tiradentes, por analogia, o decreto deve passar a valer", avalia.

Questionada sobre a validade do decreto na programação carnavalesca fora de época, a Prefeitura de São Paulo não se pronunciou diretamente sobre o tema.

A gestão afirmou apenas que o Carnaval de rua em 2022 foi cancelado em novembro do ano passado com base em "dados técnicos apresentados pela Vigilância Sanitária" e que não houve tempo hábil para a organização dos desfiles de blocos de rua.

"A prefeitura espera que as entidades que representam os blocos de Carnaval de rua respeitem as decisões anteriores e, assim, evitem eventos sem o aval e a organização por parte do poder público."

Também em nota, a administração municipal negou ter recebido pedido de autorização para os eventos anunciados pelo bloco Acadêmicos do Baixo Augusta e pelo coletivo Pipoca.

Em resposta enviada à reportagem, o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta disse que a autorização não foi comunicada à prefeitura porque o evento será realizado no vale do Anhangabaú, "atualmente uma concessão à iniciativa privada". "Todas as autorizações para o evento estão em trâmite normal", segundo o grupo.

Além disso, o bloco argumentou que o decreto que proíbe a segregação em locais públicos não está vigente porque "não estamos em período de Carnaval". "Se houvesse decreto, teríamos o Carnaval de rua nas ruas", completou.

Já o diretor do coletivo Pipoca, Rogério Oliveira, disse que, por estar fora do período de Carnaval, o pedido de autorização seguiu os trâmites burocráticos para eventos temporários, "que qualquer empresa pode apresentar à prefeitura".

Oliveira contou que foi comunicado de um pedido informal da prefeitura para que o evento não fosse realizado em local público e fosse transferido para um endereço privado. A mudança, de acordo com ele, está sendo estudada pela organização, que reúne nomes como Elba Ramalho, Monobloco, Orquestra Voadora, Geraldo Azevedo e Luedji Luna.

Oliveira afirma que a necessidade de controle sanitário é a razão para a apresentação do ingresso virtual gratuito para o evento no Monumento às Bandeiras. "De forma alguma é para excluir", afirmou.

"Nós gostaríamos de ter uma noção do tamanho do público para evitar uma superlotação do local e saber quantas pessoas seriam necessárias para fazer o controle do passaporte sanitário", disse também.

Ainda segundo o diretor, caso a prefeitura não se oponha aos eventos independentes no feriado de Tiradentes, as apresentações do coletivo Pipoca serão realizadas na rua, sem ingresso.

"Depois de dois anos sem Carnaval, a cidade e os foliões merecem um carnaval gratuito e massivo", diz Oliveira.

PATROCÍNIO

Na divulgação do evento dos Acadêmicos do Baixo Augusta nas redes sociais, o bloco marcou a hashtag da marca de cerveja patrocinadora e publicou aviso de que a entrada será restrita e limitada a vacinados contra Covid-19.

O evento do coletivo Pipoca também é patrocinado por duas marcas de cerveja.

Na visão de Varella, o ato de fechar o espaço público a partir da exigência do ingresso virtual é uma forma de monetizar os dados pessoais dos foliões, preenchidos para conseguir a entrada, e de dar exclusividade indevida aos patrocinadores.

"Isso é resultado do vácuo deixado pela prefeitura, que está ignorando o Carnaval de rua. O diálogo com os blocos foi fragilizado após dois anos sem os desfiles, o que abriu brecha para a iniciativa privada tentar dominar o espaço público", diz.

Nesta segunda-feira (4), seis coletivos que reúnem mais de 420 blocos na cidade divulgaram manifesto em que anunciam a intenção de ir para rua durante o feriado prolongado. "Nossa festa vai tomar forma e acontecer nas ruas, esquinas, vielas e praças de nossa cidade como sempre aconteceu."

O manifesto diz ainda que "o sambódromo já está com a festa marcada e não há justificativa para proibir o Carnaval de rua livre, diverso e democrático, neste abril de 2022". Os coletivos escrevem também que contam com a lei a seu favor, uma vez que "a garantia da manifestação livre é um direito constitucional".

Diante do cancelamento dos desfiles de blocos de Carnaval, uma profusão de festas pagas se espalhou pela cidade durante o feriado em fevereiro. Baladas que reuniram blocos habituados a atrair milhares de foliões nas ruas chegaram a cobrar R$ 1.500 a entrada.

O fenômeno foi criticado por parte dos organizadores de blocos e estudiosos de cultura popular que o classificaram como uma espécie de segregação social. Eles se opuseram ao que chamam de "cancelamento seletivo", que, na prática, define quem tem e quem não tem direito à folia.

Por: Joana Cunha

O Carnaval fora de época, marcado para o feriado de Tiradentes com o desfile das escolas de samba, ajudou o setor aéreo em um momento de aperto pela disparada no preço do combustível de avião e no valor das passagens.

Dados da Decolar apontam que a busca por voos para São Paulo e Rio de Janeiro no período cresceu cerca de 96% na última semana em relação à média das últimas quatro semanas.

O aumento foi de quase 120% para a capital paulista e de 65% para a fluminense na mesma base de comparação.

A Decolar diz que tem observado o movimento crescer desde o começo de março. Os turistas vêm principalmente de Recife, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Goiânia.