Dados foram apontados pela Fundação Getúlio Vargas

A previa de inflação de setembro confirmou o que os turistas já tinham notado. As companhias aéreas pesaram a mão no preço das passagens neste mês do Rock in Rio. Na média do país, a tarifa ficou 21,3% mais cara no período; a cobrança pelas bagagens também influenciou, conta o professor Luiz Roberto Cunha. O IPCA-15 ainda assim veio baixo, em 0,11%, porque os alimentos registraram nova deflação.

Os preços do grupo Alimentação e Bebidas tiveram queda de 0,94%. O impacto é relevante no resultado do IPCA-15. Essa categoria tem um peso grande e representa 25% do consumo das famílias. O tomate, por exemplo, recuou 20,94%; o feijão-carioca teve queda de 11,67%. Isso é positivo para atividade econômica. Ao gastar menos com alimentação, sobra mais dinheiro para contratar serviços ou comprar outros produtos.  
Pelos cálculos de Cunha, sem a alta das passagens aéreas o índice teria registrado avançado apenas 0,03%. Ele estima que, mesmo com a influência das tarifas, o IPCA pode cair mais um pouco até o fim do mês e fechar setembro em torno de zero.
Com informações do blog de Míriam Leitão - Jornal O Globo

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