Segundo presidente, crescimento foi além dos 15% previstos Ainda sem todos os números consolidados, o Anuário Braztoa 2012 – com lançamento previsto para maio – mostrará que 2011 foi um ano que ultrapassou todas as expectativas dos associados da entidade. “O crescimento foi além dos 15% que esperávamos e o faturamento dos 94 associados chegou a R$ 9.58 bilhões, um crescimento de 26% sobre o ano anterior”, comemora o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), Marco Ferraz. Em 2010, o valor foi de R$ 7.6 bi, quando foram transportadas 4.796 milhões de pessoas. As razões para um quadro tão bom, na opinião de Ferraz, falando ontem na abertura do 37º Encontro Comercial Braztoa, que termina hoje, no Centro de Convenções Frei Caneca, estão ligadas a um câmbio favorável para viagens ao exterior, um mercado doméstico aquecido, o aumento de consumo da nova classe média e também ao aumento de associados. Hoje, operadores e representantes de produtos e destinos turísticos da Braztoa representam 90% dos pacotes de lazer vendidos no País.

As perspectivas para 2012 são também positivas. Ainda que a economia brasileira não apresente um crescimento tão vigoroso quanto nos últimos anos, a política econômica sinalizando para o dólar no piso de R$ 1,80 e a taxa de juros em um dígito (hoje em 9,5%) garantem estabilidade e a continuidade de um momento oportuno para viagens. “Mais de 2,5 milhões de pacotes serão vendidos por nossos associados neste primeiro semestre”, diz o presidente. A expectativa de crescimento este ano, segundo a entidade, está em torno de 10%.

Cenário Global

Estudo divulgado este mês pela WTTC (sigla em inglês para Conselho Mundial de Viagem e Turismo) mostrou que, em 2011, cerca de 7,65 milhões de brasileiros trabalharam em atividades relacionadas ao turismo. O resultado faz do Brasil o 5º país que mais emprega pessoas em turismo no mundo. A previsão do WTTC é de que a geração de empregos em turismo no Brasil cresça 5,1% este ano – ficando mais de duas vezes acima da média mundial, que deve fechar em 1,9%.

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) relacionado ao turismo deve ser de 7,8% este ano, segundo o mesmo estudo, fazendo com que o Brasil assuma a liderança do crescimento do setor na América Latina. A projeção está quase três vezes acima da média mundial prevista pela mesma instituição (2,7%) e no mesmo patamar de novas potências globais como: África do Sul (5,7%); China (9,7%); Índia (7,6%); e Rússia (5,8%). A demanda doméstica será um dos destaques, alcançando a marca de 6,8% de incremento na América Latina, o que evidencia a importância da conectividade regional.

“Neste quadro, com as fusões e aquisições recentes de operadoras e companhias aéreas, o Brasil deve continuar a implementar suas relações com outros mercados, e em especial com seus países vizinhos”, diz Ferraz, lembrando que o país vem se tornando hub de voo originados da Ásia e Oriente Médio para a América do Sul. “Com a realização dos dois maiores eventos esportivos no País nos próximos quatro anos, temos que pensar de que forma atenderemos aos nossos vizinhos, tradicionalmente nossos principais visitantes”.

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