Fernando Pratti
Publicação foi lançada nesta terça-feira, durante o 39º ECB
Por Fernando Pratti, São Paulo

O Anuário Braztoa 2013, lançado na tarde desta terça-feira, durante o 39º Encontro Comercial Braztoa, que acontece em conjunto com a WTM América Fernando PrattiLatina, no Transamerica Expo Center, na capital paulista, revelou, em 2012, um crescimento de 8,41% no volume de negócios para as 99 operadoras filiadas à entidade em relação a 2011.

A publicação é uma parceria entre a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo e o Centro Universitário Senac e chegou à sua terceira edição.  Segundo o levantamento, em 2013 o faturamento bruto das empresas deve chegar a US$ 11,77 bilhões contra US$ 10,70 bilhões do ano passado, uma previsão de crescimento da ordem de 10%. “Esse crescimento é de três vezes o valor do PIB”, disse Marco Ferraz, presidente da Braztoa.

Em 2012, foram transportados 5,7 milhões de passageiros, o que representa uma pequena diminuição na demanda de 5,1% se comparado ao ano de 2011. Em relação ao mercado doméstico no faturamento das afiliadas houve um crescimento de 10% entre 2011 e o ano passado. A operação passou de R$ 4,952 bilhões para R$ 5,447 bilhões. No emissivo internacional, os valores passaram de R$ 4,588 bilhões para R$ 4,894 bilhões. Na comparação, o internacional foi ultrapassado pelo doméstico, que ficou com 53% do total, isso graças aos esforços da política econômica governamental de fortalecer o mercado doméstico.
Já, um dado negativo é em relação à quantidade de passageiros em cruzeiros marítimos deve diminuir em relação ao ano passado. O motivo é a queda na quantidade de navios que virão ao litoral brasileiro, passando de 15 para 12. Essa queda é explicada pelo aumento nos custos nas operações marítimas de cruzeiros.

Márcio Favilla, diretor executivo da OMT (Organização Mundial do Turismo da ONU), que participou das três edições da publicação, falou que foi muito interessante ler o que foi publicado nas edições anteriores para refletir sobre o atual momento do turismo brasileiro e o bom desempenho que o setor vem obtendo, com crescimento constante. Ele destacou os projetos realizados pelo Ministério do Turismo, que está prestes a completar dez anos de atividades. “Durante a criação do Conselho Nacional do Turismo percebemos a força da iniciativa privada. Foi uma inovação aquilo que fizemos à época. O saldo para o turismo é muito positivo”, afirmou Favilla.

Ainda durante o lançamento do anuário, foi assinado o termo para a terceira fase do programa de sustentabilidade da operadora para 2013. A proposta é demonstrar os benefícios de se incorporar a sustentabilidade à gestão das empresas, dando ênfase para os três pilares: sociocultural, ambiental e econômico.

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