Agências se reúnem, em Miami, afim de discutir sobre o New Distribution Capability (NDC) – que gera grande preocupação aos agentes de viagens de todo o mundo. 

Como única representante da América Latina, a Abav Nacional participou, no último mês de janeiro, de um encontro dos dirigentes da Aliança Mundial das Associações de Agências de Viagens (WTAAA), as quais, a convite da IATA, se reuniram, em Miami, para discutir sobre o New Distribution Capability (NDC) – que gera grande preocupação aos agentes de viagens de todo o mundo. 

Desde a reunião realizada em março do ano passado no Brasil, a posição da WTAAA quanto ao NDC é clara: buscar relações de mercado equânimes e priorizar a proteção dos dados individuais dos passageiros e em relação à forma com que eles serão manipulados. A Abav já declarou que se mantém aberta para o diálogo e que tem como objetivo reduzir os impactos negativos do NDC no setor. 

Na oportunidade, a Abav Nacional, em conjunto com as outras associações que compõem a representação global do setor debateu com a IATA os procedimentos e processos de distribuição no mercado de viagens e turismo, incluindo também a revisão de ADMs, multas, taxas, garantias exigidas em duplicidade pelas companhias aéreas, falência das empresas aéreas e relatórios de pagamento, entre outros. 

A presença da Abav no evento está relacionada ao reconhecimento e à crescente atuação da entidade em âmbito nacional e internacional e à força da aliança firmada com a WTAAA, que responde por 80% das passagens aéreas comercializadas no mundo. A articulação global da entidade brasileira favorece, ainda, o diálogo com governos e demais associações vinculadas ao turismo. 

Conquistas 

Durante o encontro, estiveram em pauta também as principais alterações na revisão dos termos da resolução 787 da IATA, que ampara a criação do NDC, conquistadas a partir do empenho da WTAAA, da qual a Abav é membro atuante, junto ao Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT). “Esta iniciativa mostra que, unidas, as entidades representativas da indústria de viagens são capazes de apresentar propostas consensuais e até mesmo erradicar as ameaças às agências de viagens”, afirma o presidente Antonio Azevedo. 

Dentre as modificações apresentadas, destacam-se: 

-A aprovação da resolução 787 não constitui concordância de que as companhias aéreas que integram a IATA exijam de seus clientes a divulgação de dados pessoais de qualquer tipo; 

-Não representa aprovação de qualquer acordo entre as companhias aéreas em relação ao método ou modelo de negócio de distribuição de transporte aéreo, incluindo distribuição indireta; 

-Nenhum acordo firmado entre as empresas aéreas será implementado sem prévia autorização do governo; 

-Não representa a aprovação de nenhum acordo entre as associadas à IATA que demande a utilização de um padrão específico de transmissão de dados (data transmission standard); 

-Quaisquer comunicações ou protocolos desenvolvidos sob os termos da resolução 787 devem fazer uso de códigos abertos de programação (open standards), os quais poderão ser utilizados por empresas distribuidoras de transporte aéreo e por intermediários deste segmento; 

-Nada na resolução 787 deve ser interpretado de modo a inibir a atuação dos distribuidores, deixando-os livres para utilizar quaisquer outras tecnologias abertas (standards). 

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