Para Tobias Ragge, CEO do HRS Group, apesar da crise, Brasil é peça chave para o crescimento da participação global da empresa

A crise econômica e política enfrentada pelo Brasil não altera em nada os planos da HRS para o país, afirma Tobias Ragge, CEO do HRS Group e um dos mais influentes executivos da indústria de viagens no mundo (ranking BTN Group 2014). Em recente visita ao escritório de São Paulo, um dos 24 espalhados pelo mundo, o líder alemão enfatizou que os investimentos na América Latina seguirão fortes e que o Brasil continua sendo um mercado estratégico e com potencial de crescimento.

Na entrevista abaixo, Ragge comenta sobre as perspectivas para o futuro da HRS e os investimentos que estão sendo feitos no país para ampliar sua participação no mercado mundial.

O Brasil passa por uma forte crise em diversos setores da economia, mesmo assim o país é visto como um mercado estratégico pelo Grupo HRS. Existe potencial a ser explorado na área de viagens corporativas?

Nosso objetivo é nos tornarmos líderes globais em serviços de hospedagens corporativas. Portanto, temos que ser bem sucedidos também na América Latina. O Brasil é o maior país da América do Sul em volume de viagens corporativas e ocupou o sétimo lugar no ranking mundial nesta categoria no ano passado (segundo dados da GBTA – Global Business Travel Association). Este mercado está na fase inicial no que diz respeito às viagens corporativas, mas está se desenvolvendo cada vez mais. As empresas estão percebendo a necessidade de transparência nas transações e redução de custos por meio da automação. A HRS, como um provedor de soluções globais, é especializada nesta área, podendo ajudar as empresas a melhorar o gerenciamento dessas necessidades e auxiliar nesta transição, inclusive trabalhando em parceria com TMCs.

Como está o mercado Europeu de viagens corporativas e quais as principais diferenças entre a América Latina?

O mercado hoteleiro latino-americano é extremamente fragmentado. Há uma grande necessidade de um agregador de conteúdo como a HRS. O mercado europeu está em uma fase mais avançada. É um ambiente maduro, onde as empresas já estão consolidadas e uma grande parte das reservas é feita através de ferramentas online. A terceirização das negociações e compras de serviços hoteleiros é uma prática comum e muito bem aceita pelas empresas. As parcerias com especialistas em viagens corporativas compreendem um alto nível de conhecimento técnico, utilização das informações do “big data”, priorizando aqueles que possuam processos de viagens automatizados e que dão liberdade para que os viajantes solicitem suas reservas através do “self-booking” sem a preocupação da evasão da política de viagens da empresa. Estes são alguns itens que estão desempenhando um papel vital no mercado europeu.

Como você avalia a atuação da HRS no Brasil? Qual a expectativa para os próximos anos e que recursos serão utilizados para que a empresa se torne mais expressiva e competitiva no mercado nacional?

A presença da HRS no Brasil está começando a crescer. O objetivo é nos tornarmos o fornecedor número 1 de conteúdo e soluções de hospedagem para a comunidade empresarial no Brasil. Estamos alcançando um crescimento significativo por meio de parcerias diretas e indiretas. Temos a previsão de acrescentar mais de 25.000 hotéis ao nosso portfólio da América Latina até o fim do ano de 2015. Para isso temos equipes dedicadas exatamente a fazer somente isso. A aquisição de hotéis corporativos que atendam às necessidades dos viajantes nesta área é a nossa prioridade. Queremos ser reconhecidos como referência no mercado e formadores de opinião quanto à profissionalização da gestão de viagens corporativas, trazendo sempre informações e dados importantes para o mercado, como estudos técnicos e melhores práticas.

 

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