Primeira palestra de 2010 atraiu mais de 140 inscritos e lotou o auditório da Fundação Getúlio Vargas. Em São Paulo, o Projeto de Capacitação Favecc / Gol em Fee promove o conhecimento do agente de viagens

A primeira palestra de 2010 do Projeto de Capacitação em Fee, uma iniciativa do Favecc, da Gol e com o apoio das Abavs regionais, atraiu mais de 140 inscritos e lotou o auditório da Fundação Getúlio Vargas.

Julio Verna, que rodou o país em 2009, mais uma vez conduziu a palestra “Cobrança de serviços para agências de viagens corporativas” e encantou os presentes com soluções simples para o dia a dia das agências, como o investimento em tecnologia, treinamento e back office, entre outros.

Verna salientou que a agência de viagens precisa ver o passageiro como cliente e, também, tentar entender os fornecedores (como por exemplo companhias aéreas) como parceiros.

Primeiro, Verna fez um breve resgate histórico do mercado de viagens, lembrando que antes as agências ganhavam mais que hoje, porém havia menos concorrência entre as companhias aéreas. Naquele cenário, as companhias aéreas dependiam do agente para vender passagens. Com o advento da globalização e as tecnologias que ela trás, o panorama foi mudando e o consumidor exige cada vez mais pelos serviços que paga. “Chega a ser uma incoerência a empresa aérea conhecer melhor o seu passageiro que a agência de viagens, que é quem faz o seu cliente chegar na companhia aérea”, resume.

“Na atualidade, a agência que não tiver foco e qualidade em gestão vai à falência”, arrematou o palestrante aos empresários presentes. Para atender as expectativas, Verna recomendou ao agente que tenha conhecimento da sua receita; planejado os seus lucros e consiga administrar os melhores rendimentos. “Saber qual a receita de sua agência é o primeiro passo para poder começar a cobrar do cliente o valor merecido pelos serviços profissionais prestados”, ensina.

O palestrante defende que viver de comissão é viver de esmola e com dados sólidos e exemplos numéricos explicou aos presentes como a cobrança de Fee deve ser feita, e como pode ser mais lucrativa para o agente. “Se a agência agir com transparência não precisa ter medo de dizer seu preço, não precisa esconder seus ganhos dos clientes”, completa.

Verna traçou as diferenças entre as TMCs (60% do mercado em viagens corporativas) e as agências TA (40% do mercado em viagens de lazer), onde ambas precisam de tecnologia de ponta e ótima gestão para se manter nos dias de hoje, assim como ambas precisam ter uma empatia com seu cliente. Se colocar no lugar do consumidor para garantir um bom atendimento.

O início da palestra Verna avisou que diria algumas verdades para os presentes, uma delas foi questionar: como as agências podem pagar comissão aos seus funcionários se a meta deles é conseguir a menor tarifa? A outra: Como na conjuntura atual os valores dos comissionamentos pagos pelas cias aéreas às agências estão baseados em cálculos percentuais, sobre as tarifas disponíveis, a busca pela menor tarifa, que é uma exigência do consumidor, gera mais custo e remuneração menor. Portanto, não seria melhor para o agente de viagens assegurar, com a cobrança do fee, o valor da sua justa remuneração por serviços prestados?

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