País sedia mais de 20 grandes competições de surfe. Os eventos – e os belos cenários de natureza – atraem turistas movimentando meios de hospedagem e a economia local

 

Mar agitado, ondas perfeitas, paisagens deslumbrantes. Esse é o cenário que todo surfista sonha em encontrar para praticar o surfe, esporte radical celebrado na última segunda-feira (9). Durante todo o ano no Brasil são realizadas, em média, 20 grandes competições e eventos profissionais de surfe que reúnem turistas do país inteiro em busca de esporte, lazer, cultura e entretenimento, segundo a associação nacional que representa o esporte.

No fim do ano passado, o esporte entrou para a história com a vitória do primeiro brasileiro no campeonato mundial de surfe de 2014, Gabriel Medina. A conquista inédita projetou a imagem brasileira no exterior e reforçou o Brasil como um dos países mais procurados para a prática dessa modalidade esportiva. De norte a sul do país, é possível encontrar as melhores praias para se aventurar nessa empreitada.

“Os eventos esportivos reúnem um número cada vez maior de turistas, movimentando os hotéis, o comércio e a economia local”, disse o ministro do Turismo, Vinicius Lages. Quando o esporte ocorre a céu aberto, como é o caso do surf, o visitante ainda aproveita as belezas naturais do litoral. O Brasil tem mais de duas mil praias em oito mil quilômetros de extensão de costa.

O circuito SuperSurfe e o Quiksilver Saquarema Prime, que aconteceram no Rio de Janeiro nos últimos anos, são alguns dos principais torneios do país, além do WQS (World Qualification Series), campeonato internacional com etapas também no Brasil e porta de entrada para a elite do surf mundial. Também estão no calendário a etapa do WCT, do Circuito Mundial de Surfe, realizada no Rio, e o Circuito Maresia Paulista de Surfe Profissional, que acontece nas praias do litoral de São Paulo, em Guarujá, Maresias e Ubatuba.

A aventura em busca das melhores ondas para o surfe começa no Nordeste, que reserva alguns dos melhores picos, como Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha (PE), que oferece ondas fortes e tubulares, Praia do Barravento e Praia do Forte em Salvador (BA), caracterizadas pelo belo fundo de coral no fundo do mar, Praia do Serrambi, em Ipojuca (CE), com sua perfeita formação de ondas, e Praia da Carnaubinha, em Paracuru, também no Ceará, conhecida como Hawaizinho por suas ondas altas.

No Sudeste, os principais destinos são a Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), considerada a capital do surfe no Brasil, a de Maresias, em São Sebastião (SP), que já foi sede de etapas de campeonatos mundiais, a Praia de Itacoatiara, em Niterói (RJ), excelente para a prática do surfe no inverno, além da Ilha Mãe, também em Niterói, boa para quem gosta de ondas grandes e fortes. Na capital do Rio, a indicada é a praia de São Conrado.

No Sul, os destaques ficam por conta da Praia da Joaquina e da Praia do Campeche, em Florianópolis (SC), com suas famosas ondas que chegam a um metro de altura no inverno. A Praia da Joaquina é uma das mais badaladas e conta com uma infraestrutura para receber os visitantes. Bem popular, O Pico de Matinhos, em Matinhos (PR), também chama a atenção dos surfistas aventureiros.

Dados do Ministério do Turismo mostram que as viagens pelo país vêm aumentando a cada ano. Em janeiro de 2013, por exemplo, 317.290 passageiros de voos nacionais desembarcaram pelo país, contra 224.083 em relação ao mesmo período de 2012. Os números também apontam para um crescimento no número de turistas estrangeiros no país. Em 2013, o Brasil recebeu 5,8 milhões de visitantes internacionais.  Desse total, a maioria era de argentinos (56,6 mil), seguidos pelos norte-americanos (43,8 mil) e franceses (17,7 mil).