Alves sucede Felipe Chaimovich, à frente do museu localizado no parque Ibirapuera

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM, divulgou neste sábado (11), no jornal O Estado de São Paulo, que Cauê Alves será o seu novo curador. Alves entra no lugar de Felipe Chaimovich, à frente do museu localizado no parque Ibirapuera nos últimos dez anos.

Em nota, o MAM afirmou que a troca no comando foi motivada pela chegada da advogada e colecionadora Mariana Guarini Berenguer à presidência do museu no ano passado, depois da gestão de 24 anos de Milú Villela.

Alves, que passou os últimos quatro anos à frente do MuBE, Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, tem uma relação de longa data com a instituição que agora assume.

Ele organizou com Cristiane Tejo a 32ª edição do Panorama da Arte Brasileira, mais importante mostra do calendário do MAM, em 2011. E esteve à frente do Clube de Gravura do museu por uma década, entre 2006 e 2016.

Além do MAM, Alves ainda tem no currículo uma atuação no pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza retrasada, como curador-assistente. E, mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), ainda é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

No MAM, ele pretende centrar seus esforços no acervo e no setor educativo, segundo nota divulgada à imprensa.

No acervo, a ideia é fortalecer programas de documentação, conservação e restauro do museu, além de buscar novas formas de exibi-lo.

Vale lembrar que, apesar do nome, a coleção do museu tem mais obras de arte contemporânea do que propriamente modernas desde que seu fundador, Ciccillo Mattarazzo, cansado da burocracia, decidiu doar suas obras de arte europeias à Universidade de São Paulo em 1963.

No educativo, Alves pretende estreitar os laços entre curadoria e educadores. Por exemplo, convidando artistas com práticas pedagógicas para desenvolver projetos junto com o setor.

O projeto de Cauê Alves, escolhido pela presidência, o conselho e a direção do MAM ao longo de vários meses, ainda contempla a ativação do espaço do museu no Ibirapuera, adaptado por Lina Bo Bardi e vizinho do Pavilhão da Bienal projetado por Oscar Niemeyer. A proposta é criar mostras ao ar livre, para além do jardim de esculturas no entorno do museu.

Além de Alves, outros dois museus importantes de São Paulo também tiveram trocas no comando durante a pandemia do novo coronavírus. Foram eles o Museu de Arte Contemporânea da USP, o MAC-USP, que elegeu a chapa formada pela historiadora da arte Ana Gonçalves Magalhães e arquiteta Marta Bogéa para a sua diretoria, e o MuBE, cuja curadora-chefe agora é Galciani Neves.

No início do mês, o governo estadual anunciou que, caso as taxas de ocupação das UTIs se mantivessem estáveis por 28 dias a partir dali, museus, cinemas e teatros, entre outros, poderiam reabrir no final de julho.

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