Em meio à gradual retomada do mercado de viagens, o governo federal, por meio do Ministério do Turismo, mantém a preparação de destinos nacionais para a boa recepção de visitantes. Com um investimento total de R$ 141,6 milhões, o MTur registra a entrega de 122 obras de infraestrutura turística apoiadas financeiramente pela Pasta nos meses de julho e agosto. Os projetos incluem ações como a reforma de parques, orlas e praças, entre outras intervenções.

Na região Nordeste, por exemplo, recursos do MTur da ordem de R$ 20 milhões garantiram melhorias no Centro de Convenções de Sergipe, na capital Aracaju. O espaço teve a capacidade de público ampliada para 6.500 pessoas, entre auditórios e um pavilhão de exposições. Já no Norte do país, R$ 975 mil repassados pelo órgão permitiram a reforma do acesso à Praça da Paz de Itaituba, no Pará, cenário de atrativos como cavernas, cachoeiras e praias de rio.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, reafirma o compromisso com a adequada estruturação turística do país. “O atual governo não se preocupa com a paternidade das obras, o nosso compromisso é com a boa gestão do dinheiro público. Temos percorrido o país para entregar obras muitas vezes abandonadas em gestões anteriores, convertendo verdadeiros monumentos ao descaso em ativos que contribuem para gerar emprego e renda por meio do turismo”, frisa.

No Sudeste, um repasse de R$ 1,3 milhão do MTur proporcionou a reforma do Terminal Ferroviário de São José do Rio Preto (SP), um marco do início do século XX. No Sul, R$ 487,5 mil do órgão garantiram a revitalização do Centro Náutico e Recreativo Marinas de Guaíra (PR), cidade palco de atividades de pesca amadora e profissional. Já no Centro-Oeste, a Pasta aplicou R$ 975 mil na pavimentação do acesso à orla do complexo de lagos de Matupá (MT).

As obras do Ministério do Turismo são realizadas preferencialmente em municípios que constam do Mapa do Turismo Brasileiro, uma ferramenta do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) que orienta a aplicação de recursos públicos em destinos que adotam o turismo como estratégia de investimento e alternativa de retorno econômico. As verbas provêm do orçamento próprio do órgão e de emendas parlamentares apresentadas à Pasta.

RESULTADOS - Em 2020, o Ministério do Turismo destinou um valor recorde histórico de R$ 1 bilhão para a realização de obras de infraestrutura turística, o que garantiu a entrega de cerca de 980 trabalhos em todo o território nacional. Atualmente, o órgão administra 3.157 contratos ativos referentes a projetos do tipo nas cinco regiões do país, que envolvem a aplicação de aproximadamente R$ 3,4 bilhões no setor.

Quatro projetos com soluções para enfrentar a seca no semiárido foram selecionados no Lab Água, programa da Votorantim Energia e do Instituto Votorantim. As iniciativas incluem melhoria do acesso à água e soluções de convivência com a escassez hídrica.

São elas GeoGO (Brasília, DF), SDW (Salvador, BA), Versati (Campinas, SP) e o Instituto Nacional do Semiárido - Insa (Campina Grande, PB). Todas receberão capital semente, no valor total de R$ 230 mil, para validar seus projetos na Serra do Inácio, divisa entre Pernambuco e Piauí, a partir de novembro deste ano.

O GeoGO propõe utilizar torres de eólicas da Votorantim Energia para captar água de chuva para consumo da população e excedente destinado ao aquífero. O projeto-piloto deverá captar 400 mil litros de água, suficiente para abastecer 45 pessoas por três meses.

O purificador de água Aqualuz, da SDW, utiliza método de desinfecção a partir da luz solar e purifica a água para consumo humano. O piloto inclui a instalação de 20 unidades na Serra do Inácio para impactar de 60 a 100 pessoas.

O Insa tem uma solução de esgotamento sanitário rural, com produção de água de reuso para irrigação na agricultura familiar. Integra coleta e tratamento de esgoto ao reuso de nutrientes por meio de um ciclo de desenvolvimento sustentável. A prototipação, junto a cinco famílias, será feita em dois meses.

Já a Versati desenvolveu um purificador microbiológico de água para uso doméstico que proporciona água de qualidade a R$ 0,12 por 20 litros, sem custos com instalação hidráulica, manutenção, trocas de refis, adição de produtos químicos ou eletricidade.

As organizações integram as 20 escolhidas para a primeira edição do LabÁgua. Todas foram aceleradas nos últimos dois meses, em programação focada em seu desenvolvimento e adaptabilidade ao território, sob mentoria de especialistas convidados e da própria companhia.

Diante dos problemas hídricos no país e da escassez de chuva nos últimos meses, a Votorantim entende que o uso de novas tecnologias é um caminho exitoso para enfrentar o problema.
"O ecossistema de água e saneamento não é tão maduro no país quanto outros, como healthtechs ou fintechs", diz Juliana Mitkiewicz, responsável por inovação e P&D no Instituto Votorantim.

"Nosso objetivo é impulsionar soluções realmente inovadoras e de impacto de curto e longo prazos, que possam ser instaladas em vários territórios. Se queremos resultados diferentes, precisamos tentar alternativas diferentes", completa.

"Criamos um programa inovador que integra outro agente nesse contexto: a própria comunidade", diz Rômulo Vieira, diretor corporativo da Votorantim Energia. "Ela participará dessa etapa final, de prototipagem, ajudando a ampliar as condições de replicabilidade em outros territórios."